sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Através do trabalho voluntário, renda da Oktoberfest se transforma em saúde, segurança e educação




Em mais de duas décadas, evento já distribuiu mais de R$ 4,5 milhões a entidades da região.






Todos os anos, a cidade de Igrejinha – município de belezas naturais únicas, localizado ao pé da Serra Gaúcha –, dá um verdadeiro exemplo de generosidade. Cerca de três mil voluntários de toda a região se mobilizam para fazer acontecer a Oktoberfest de Igrejinha, a maior festa comunitária do Brasil. Isso porque é realizada pela comunidade e tem a renda revertida para esta mesma região. Em 23 anos de história, já foram aproximadamente R$ 4,5 milhões em recursos e equipamentos repassados a entidades, escolas, hospitais, órgãos de segurança pública, uma lista de beneficiados que atinge 60 instituições regionais. Todo este trabalho voluntário e comunitário ainda mantém viva a cultura e as tradições germânicas, legado dos colonizadores da região. Por tudo isso, a Oktoberfest de Igrejinha caracteriza-se como a maior festa comunitária do Brasil.

O evento é organizado pela Associação de Amigos da Oktoberfest de Igrejinha (Amifest), entidade sem fins lucrativos, cuja diretoria é composta por pessoas que trabalham voluntariamente na organização das atividades, reunindo-se em comissões que coordenam outros grupos, ainda maiores. Assim, a festa acontece com uma verdadeira legião de voluntários trabalhando por um objetivo comum: manter a cultura local e gerar resultados para toda a comunidade.

Além de repassar o lucro da festa para benefício da própria comunidade, através de doações em dinheiro ou equipamentos – que são feitas após a apuração dos resultados da festa, geralmente no mês de dezembro – as entidades têm oportunidade de trabalhar durante a Oktober, vendendo alimentos e artesanatos em estandes cedidos pela Amifest sem qualquer ônus de locação. A mobilização dos voluntários se reverte em ainda mais recursos para as instituições que atuam no Parque de Eventos Almiro Grings durante o evento. Neste ano, a festa contou com 33 estandes, cada um representando uma instituição. Uma das voluntárias que realizou este trabalho foi Nina Mapelli, que representou o Grupo de Escoteiros do Paranhana no estande de bolinhos de batata e, também, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), da mesma cidade, na banca de sorvete. “Para o grupo de escoteiros, isso nos rende transporte e também nos auxilia com a parte educativa, com acampamentos e cursos para os chefes”, explicou. Já na APAE o valor arrecadado é destinado, principalmente, à manutenção de profissionais.

A Escola Municipal Anita Garibaldi, de Igrejinha, também teve seu espaço na 24ª Oktoberfest. A presidente do Conselho de Pais e Mestres (CPM) da escola, Silvia Rosana de Moura Santos, e a professora Cristiane Mattes, ressaltam o significado deste trabalho voluntário. “É importante para a comunidade escolar, pois arrecadamos fundos para a escola”, explica Silvia. Já, segundo Cristiane, o valor será revertido para a manutenção da escola. “Isso acaba revertendo para as crianças, pois assim elas poderão ter um ambiente melhor”, contou.
O Presidente desta edição da festa, Luiz Fernando Sohne, o Lux, destaca que o verdadeiro voluntário é aquele que se doa sem cobrar nada em troca, que está sempre disposto a servir, que é participativo e solidário com todos. “Todos os voluntários da Oktoberfest assumem uma grande responsabilidade ao participar do evento. Todos amam a nossa cultura e amam ajudar aos outros. O nosso lema é Celebrar é Viver e, realmente, vivemos intensamente este momento que é festivo, mas também comunitário. Agradeço a todos os nossos voluntários, todos ajudaram a tornar melhor a vida de muitas pessoas da nossa região”, diz Lux.

Para o vice-presidente, Sergio Lampert, Igrejinha tem uma luz diferente durante a festa. Segundo ele, a cidade é irradiada pela energia e pelo prazer de seus habitantes em trabalhar pelo bem comum. Tudo com muita simplicidade, transformando necessidades e tristezas em experiências e histórias. “A dor e a carência se afinam com a melodia das bandinhas, levando a todos o encantamento e a celebração da vida, em perfeita união e integração. É o espetáculo da solidariedade combinada à culinária, aos sabores e aos sons de uma cultura em que tudo se celebra”, declara Lampert.

Impacto comprovado sobre os beneficiários - Inúmeros exemplos de entidades podem ser citados entre os beneficiados. O Hospital Municipal de Igrejinha é a entidade filantrópica que mais recebe verbas da Amifest. Somente no ano passado, foram R$ 200 mil, valor que auxiliou nas reformas feitas no local. Em 2009, foram outros R$ 195 mil. As doações são extremamente importantes para melhorar as condições do atendimento em saúde à população, viabilizando diversas ampliações com os recursos da Oktoberfest.

A renda da festa de Igrejinha também se transforma em segurança. O CONSEPRO (Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública de Igrejinha) já recebeu viaturas para a Brigada Militar, aparelhos de ar-condicionado para a Polícia Civil e diversos equipamentos, proporcionando melhores condições de trabalho para que os órgãos de segurança possam atuar com maior eficiência.

Instituições de educação especial também estão entre os beneficiados. A APAE (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais) recebe recursos que já permitiram a construção do ginásio e novas instalações. E as escolas da região não ficam de fora. Máquinas fotográficas, ventiladores e até computadores já foram entregues nas últimas edições da Oktoberfest.
Fotos da festa em alta resolução no site:  www.oktoberfest.org.br/imprensa
Crédito das Fotos: Juliano Arnold

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